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Acabei de retirar toda a minha pele e ofereço-ta

Acabei de retirar toda a minha pele e ofereço-ta.

Para ti com amor e com palavras doentias,
E com a dor que me enlouquece,
O vómito e a palidez.

Para ti meu amor, tudo o que foi teu
e já não quero para mim,
todo o sangue que bebeste e os sentidos que cegaste.

Para ti amor, o meu sorriso rasgado,
as minhas unhas partidas,
os meus cabelos entrançados nos teus dedos.

Estarei à tua frente para sempre, meu amor,
e com todo o meu amor,
a minha alma pesada e doce roubará a cor da tua carne.

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A essência dos dias.4

Hoje de manhã, bem cedo, chego ao trabalho. Ligo o portátil. Arrumo a mochila. Ligo a máquina de café. De repente oiço um alarme. Um alarme com um som que nunca ouvi. Vou tirar café, mas o alarme não para. Será o portátil? Não! Será o meu telemóvel? Vou ver e é de facto o meu telemóvel. Leio no ecrã: "8h14. O tempo terminou!" Sento-me. Olho o rio pela janela. Espero que termine... São 8h30, a Antónia chegou e disse-me bom dia. Ainda cá estou! Falso alarme! Vou tirar café…

Fragmento.2/1

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