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Tenho-te comigo como uma erva selvagem

Tenho comigo o frio gelado e silencioso da noite.

Há uma ténue linha de terra, quase praia, junto ao mar
que filtra um pouco do cinzento denso do nevoeiro,
e a tua sombra no alpendre, à minha porta, fica agora
mais clara e visível,
mais perto da dor intensa, do amor refeito e da despedida.
Esta partida que é tua, tão ausente,
tão perto da espera que aguarda o passar dos meses,
o fim do Inverno.

Mas tenho-te comigo como uma erva selvagem e forte,
como algo que resiste.


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