habitas-me sem eu querer,
e sem te querer perder
quero tornar infinito o instante mais breve da minha vida.
sou metade de mim,
metade vazia, metade tóxica,
metade que ainda espera,
metade consagrada ao meu medo e ao teu fim.
só eu sei que exististe,
e que depois tudo mudou.
e perco-me.
perco-me no espaço miúdo e deserto,
na crueza da tua inexistência.
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